Unidade sem internet: como continuar adquirindo e laudando estudos
O que o Edge do Omdara faz quando uma unidade perde a internet: recebe imagens, responde a lista de trabalho, permite laudar localmente e sincroniza na volta.

Um PACS na nuvem resolve muitas coisas: acesso de qualquer lugar, backup e crescimento sem comprar servidores. Mas na Colômbia há unidades onde a internet cai várias vezes por semana, e um tomógrafo não pode parar porque o provedor de conexão teve um dia ruim.
Este guia explica o que faz o Edge do Omdara, a peça instalada em cada unidade, para que a operação continue quando não há conexão e se atualize quando ela volta.
O que acontece em uma unidade sem backup local
Quando tudo depende da nuvem, perder a conexão para a unidade. O equipamento não consegue consultar a lista de trabalho, então o técnico digita os dados do paciente à mão e aparecem erros de nome ou de documento. As imagens não têm para onde ir, e o radiologista não consegue abrir o estudo mesmo estando na mesma unidade.
O custo não é só o tempo perdido: os dados digitados à mão geram estudos órfãos que depois precisam ser conciliados um por um.
O Edge: um gateway DICOM em cada unidade
O Edge é um programa que roda em um computador pequeno dentro da unidade, em Linux ou Windows. A referência é um mini PC com 16 GB de memória e um SSD criptografado de 2 a 4 TB. Ele fala DICOM com os equipamentos como faria um PACS local:
- Recebe imagens das modalidades (C-STORE).
- Responde a lista de trabalho de modalidade (MWL) e recebe os avisos de início e fim de exame (MPPS).
- Confirma o armazenamento (Storage Commitment) e responde a testes de conexão (C-ECHO).
- Aceita 190 classes de armazenamento e 42 sintaxes de transferência, com até 64 conexões simultâneas.
O que continua funcionando sem internet
Com a conexão caída, o Edge continua respondendo a lista de trabalho a partir da sua cópia local, de modo que o técnico seleciona o paciente no equipamento como sempre. As imagens continuam chegando ao disco do Edge.
O radiologista que está na unidade pode abrir os estudos localmente e deixar o rascunho do laudo com um PIN. A assinatura espera a conexão voltar, porque é uma assinatura eletrônica com segundo fator que fica registrada na nuvem com seu carimbo de tempo.
O que acontece quando a conexão volta
Ao recuperar a internet, o Edge envia o que está pendente por STOW-RS em uma conexão criptografada com certificado mútuo. Comprime sem perda, envia em paralelo e manda primeiro os estudos urgentes. Se um envio falha, tenta de novo com esperas crescentes para não saturar a rede.
Nada é apagado do disco local até a nuvem confirmar que recebeu cada imagem. Além disso, o serviço pode definir janelas de horário para usar mais banda à noite e menos no horário de atendimento.
Como referência, em testes de desenvolvimento uma ressonância de crânio de 444 imagens chegou à nuvem em 14 segundos.
Discos para pacientes e médicos solicitantes
Muitos pacientes ainda pedem o estudo em disco. O Edge exporta no formato IHE PDI, como imagem ISO ou arquivo ZIP com DICOMDIR e um visor que abre sem instalar nada. Se a unidade tem um robô de gravação, o Edge entrega o trabalho a ele por pasta compartilhada. Ele também lê os discos que os pacientes trazem de outras instituições e os passa por conciliação antes de publicá-los.
Atualizações e monitoramento sem visitar a unidade
Cada Edge informa seu estado a cada 30 segundos e expõe métricas para o painel de operação. As atualizações chegam assinadas digitalmente, são instaladas primeiro em um grupo de unidades e, se algo falhar durante o período de teste, o Edge volta sozinho para a versão anterior.
Checklist para uma unidade nova
Antes de conectar uma unidade, vale a pena ter resolvido o seguinte:
- Um computador para o Edge com disco criptografado e, como boa prática, nobreak.
- O inventário de modalidades com seu AE Title, IP e porta.
- O horário de maior uso da internet, para definir as janelas de envio.
- Um pedido de teste de ponta a ponta: lista de trabalho, aquisição, envio, laudo e assinatura.
Perguntas frequentes
O que é o Edge do Omdara?
É o programa instalado em cada unidade para conectar as modalidades à nuvem. Recebe imagens por DICOM, responde a lista de trabalho, aceita os avisos de início e fim de exame e envia os estudos criptografados para o Omdara. Roda em Linux ou Windows, e a referência de hardware é um mini PC com 16 GB de memória e um SSD criptografado de 2 a 4 TB.
Posso laudar estudos se a unidade estiver sem internet?
Sim, na própria unidade. O radiologista abre o estudo pelo Edge e deixa o rascunho do laudo com um PIN. A assinatura fica pendente até a conexão voltar, porque é uma assinatura eletrônica com segundo fator que é registrada na nuvem com seu carimbo de tempo. Enquanto isso, a unidade continua recebendo imagens e respondendo a lista de trabalho.
As imagens se perdem se a internet da unidade cair?
Não. As imagens ficam no disco criptografado do Edge e nada é apagado até a nuvem confirmar que recebeu cada uma. Quando a conexão volta, o Edge envia o que está pendente com os estudos urgentes primeiro e tenta de novo os envios que falharam. Como boa prática, convém que o computador do Edge tenha nobreak.
De quanta internet uma unidade precisa para usar o Omdara?
Depende do volume de estudos, e o Edge foi pensado para conexões modestas. Comprime sem perda, envia em paralelo, prioriza os urgentes e permite definir horários para usar mais banda fora do horário de pico. Em testes de desenvolvimento, uma ressonância de 444 imagens subiu em 14 segundos; na demonstração, o cálculo é feito com o volume real da sua unidade.
O Edge substitui meu PACS atual?
Pode substituir. O Edge consulta e recupera estudos do PACS anterior com C-FIND e C-MOVE, de modo que o histórico é migrado para o Omdara sem parar a unidade. A importação web também aceita pastas, arquivos ZIP e discos, com conciliação de pacientes antes de publicar, para trazer estudos externos ou anteriores.


